
Depois de aprovada em duas votações maciças na Câmara dos Deputados, a PEC 6 x 1 vem sofrendo um empoçamento no Senado.
Recebida, escolhidos o secretário e o relator, foi aprovada em votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça, mas empacou devido à pressão contrária do lobby empresarial, à crise brasiliense no STF e aos recessos devidos às campanhas eleitorais.
O empoçamento nos dá um alerta e faz uma exigência.
O alerta é sobre a importância para o movimento sindical da votação nas duas candidaturas ao Senado.
Em cada estado, as duas candidaturas devem ser escolhidas com os critérios de apoio forte (campo democrático e progressista e simpatia aos trabalhadores) e auxiliadas em suas campanhas pelo movimento sindical (convite para reuniões na sede, apresentação nos locais de trabalho e muitas outras).
É importante fortalecer no Senado futuro a correlação de forças favorável aos trabalhadores.
A exigência é que os sindicatos e todas as entidades sindicais (com elogio ao esforço que as centrais sindicais têm realizado) persistam na luta pela redução da jornada, sem redução de salário e pelo fim da escala 6 x 1, exigindo a votação da PEC no Senado e fazendo desta luta uma motivação essencial nas campanhas eleitorais em curso nas quais o movimento sindical tem participação.
João Guilherme Vargas Netto
Consultor de entidades sindicais de trabalhadores