Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

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Metalúrgicos demitidos da Fameq e Keiper protestam na Av. Berrini pelo pagamento das verbas rescisórias

Cerca de 400 trabalhadores metalúrgicos demitidos da Fameq (Fábrica de Máquinas e Equipamentos) e da Keiper Metalss do Brasil fizeram, nesta quarta-feira, dia 5, uma passeata de protesto pela Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini (zona sul) contra o não pagamento das verbas rescisórias. Eles saíram da unidade da Keiper, em Mauá, onde estão acampados desde o dia 28 de setembro, e foram para o escritório do grupo Prevent, na rua Kansas, esquina com a Berrini.

O Grupo controla a Keiper Metalls do Brasil, que comprou a Fameq, e várias outras empresas do setor de autopeças e está numa briga judicial com a Volks por problemas de fornecimento de peças.

No final de julho, do dia pra noite, a Keiper fechou a unidade da Fameq, na Vila Anastácio, zona oeste da capital, com 200 funcionários, e começou a retirar equipamentos. Os trabalhadores acamparam na porta da empresa, que acabou negociando um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e a comissão de fábrica, que foi homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho, mas não cumpriu.

O acordo estabelece o pagamento das verbas rescisórias, que deveria ter sido depositada no dia 26 de setembro, além de uma indenização de R$ 10 mil para cada trabalhador, fornecimento de cesta básica e convênio médico por 12 meses.

ACAMPAMENTO
Desde o dia 28 de setembro, os trabalhadores da Fameq estão acampados na porta da Keiper, em Mauá, exigindo o pagamento dos seus direitos. Eles contam com o apoio dos sindicatos metalúrgicos de São Paulo e de Santo André, que também participou do protesto de hoje, juntamente com trabalhadores da Keiper, que foram demitidos no início deste mês. A empresa demitiu cerca de 300 dos 400 funcionários da unidade e, segundo informações, não pagou os 40% da multa do FGTS.

DENÚNCIA
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da CNTM, Miguel Torres, e o secretário-geral, Jorge Carlos de Morais, o Arakém, participaram do protesto e estão denunciando a Keiper e o Grupo Prevent por conduta antiética, antissocial e maléfica aos trabalhadores e suas famílias, bem como à economia nacional e regional, tendo em vista que as decisões do grupo vêm afetando a produção da Volkswagen, prejudicando os trabalhadores da montadora, provocando desemprego e o fechamento de outras fornecedoras da Volks.

“Vamos denunciar o Grupo Prevent a todos os órgãos nacionais e internacionais. Este grupo age na base do monopólio, tem 51 empresas em 13 países nas áreas de autopeças, serviços, construção naval, vestuário e segurança e não tem nenhum compromisso com a ética e a questão social”, afirma Miguel Torres.

O Prevent pertence a um grupo de investidores da Bósnia e sua sede fica em Wolfsburg, na Alemanha.

Em anexo, o Sindicato está enviando os nomes de todos os sócios da Keiper Metalss do Brasil, incluindo Marino Mantovani Neto, CEO da Keiper, e a relação das empresas que comanda.