Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

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Metalúrgicos de Osasco apresentam reivindicações a grupos patronais

Aumento real e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais são as duas principais reivindicações da Campanha Salarial dos metalúrgicos da Força Sindical neste ano. Elas integram a pauta apresentada aos grupos patronais na manhã desta quarta-feira, 25, por uma comissão de dirigentes sindicais que se reuniram com representantes dos grupos patronais, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

 

Cláudio Magrão, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, avalia que neste ano a categoria tem condições de conseguir um “bom aumento real”. “Ano passado, estávamos numa grande recessão e conquistamos aumento real. Neste ano a produção está em alta. Vamos lutar porque economia forte, produção forte tem que significar salário forte”, disse Magrão, em referência ao slogan da campanha salarial dos metalúrgicos.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, completa: “O crescimento da produção, o número das horas extras e o aquecimento da economia deixam claro que temos total condição de obtermos um bom aumento real. Vamos brigar por ele”.

Além do reajuste com aumento real e da redução da jornada para 40 horas semanais (sem redução salarial), os metalúrgicos reivindicam: fim do teto de aplicação do reajuste salarial, piso salarial unificado, negociação de PLR, combate à demissão imotivada, programa de formação e qualificação profissional e sindical e licença maternidade de 180 dias.

Campanha unificada – A entrega da pauta foi antecedida por uma manifestação, com a presença de lideranças de outras categorias, já que, neste ano, os metalúrgicos do Estado de São Paulo fazem campanha unificada com químicos, comerciários, gráficos, trabalhadores do setor de alimentação e têxtil, que são categorias organizadas por sindicatos filiados à Força Sindical e à UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Além da entrega da pauta em conjunto, as centrais pretendem realizar outras ações articuladas, como manifestações e greves, caso não haja acordo com os representantes patronais de cada categoria. “Vamos nos unir em todas as categorias. É a unidade na luta que vai nos fazer ter o melhor acordo salarial dos últimos tempos”, afirmou o presidente interino da Força Sindical Miguel Torres.

Por Cristiane Alves