Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

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Videoconferência debate práticas antissindicais da Nissan nos Estados Unidos

Fotos Tiago Santana

Ginny Coughlin (UAW), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT) e Juruna (Força Sindical)

Tiago Santana

Professor Lance Compa, da Universidade de Cornell, New York, EUA, direto de Lisboa

Tiago Santana

Miguel Torres, Rafael Messias Guerra e Ginny Coughlin (UAW), Patah e Juruna

O professor e advogado trabalhista Lance Compa apresentou na quinta-feira, 31 de outubro, um relatório que apresenta fatos que demonstram que a unidade da Nissan, em Canton, Mississipi, Estados Unidos, viola os direitos trabalhistas internacionais quando ameaça os seus trabalhadores, impedindo-os de terem representatividade sindical.

O conteúdo do relatório, elaborado em conjunto com a Associação Nacional pelo Progresso da População Negra, seção do Mississipi, foi apresentado pelo professor por videoconferência, de Lisboa, para o público convidado na sede da Força Sindical, em São Paulo.  

Os dirigentes sindicais brasileiros reforçaram a disposição de continuar apoiando a luta dos trabalhadores da Nissan, por intermédio de novas ações de solidariedade e envio de documentos ao Congresso Nacional Brasileiro, aos parlamentares norte-americanos e ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama, entre outras iniciativas.

“Os trabalhadores da Nissan querem decidir por ter ou não representação sindical, livres das ameaças de desemprego e fechamento da empresa. Sempre lutamos pela liberdade no Brasil e pela solidariedade internacional entre a classe trabalhadora. Esta luta é portanto legítima e desafiadora”, diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical e da CNTM.

Ginny Coughlin, do UAW, Sindicto estadunidense dos trabalhadores automotivos, agradeceu o apoio das centrais sindicais brasileiras à luta e a recente visita de nossos dirigentes aos trabalhadores da Nissan em Canton.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, saudou a iniciativa das centrais de se unir nesta ação solidária e enfrentar multinacionais que mudam de um lado pra outro. “É importante valorizar e comparar a legislação e lembrar que esta situação acontece no país berço da democracia que influenciou a revolução francesa”, disse.