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Sindicatos protestam contra aumento da taxa básica de juros pelo BC


Para os tubarões do Banco Central (BC), muitas sardinhas. Foi assim que a Força Sindical protestou contra os juros praticados no Brasil. Com 100 quilos desse peixe, os sindicalistas organizaram um churrasco em frente à sede da instituição que decide nessa quarta-feira (31) o rumo do juros básico da economia, a Selic, referência para empréstimos e financiamentos .

“A sardinha é uma comida de pobre e também comida de tubarão -como esses tubarões tecnocratas do Banco Central que se reúnem aqui e decidem o rumo do Brasil”, protestou o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). No 20º e 21º andar do prédio escuro, trabalham os diretores e o presidente da instituição, Alexandre Tombini.

Com um olho na churrasqueira e outro nas câmeras, os sindicalistas defenderam que o Brasil precisa de juros mais baixos. “É um absurdo o Brasil ter os juros mais altos do mundo. Precisamos de juros mais baixos para aumentar a produção, ter mais desenvolvimento e mais emprego”, disse Paulinho. O PDT, vale lembrar, faz parte da base de apoio ao governo de Dilma Rousseff.

O sindicalista reconhece que vai ser difícil, mas diz que queria que o BC surpreendesse a todos com um corte do juro de 1 ponto percentual, o que levaria a taxa Selic para 11,50%. Longe da fumaça das sardinhas, porém, no mercado financeiro, prevalece a aposta de que o juro será mantido no atual patamar de 12,50%, interrompendo ciclo de aumento que teve início em janeiro para esfriar um pouco o ritmo da economia brasileira.

A temperatura inclusive deve ter sido um dos motivos para a baixa presença no churrasco. Debaixo de sol forte de 31º graus e 18% de umidade relativa do ar, menos de 50 pessoas protestavam contra os juros.

Cerca de 300 bancários também realizaram um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, a favor da redução das taxas de juros (Selic) e contra o aumento do superávit primário. A militância da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também participa do ato em frente ao edifício do Banco Central.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), grupo que define as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros do País, se reúne nesta semana para decidir a nova taxa de juros. Atualmente, a taxa Selic é de 12,50%.

AE