Atenção!
O presidente Miguel Torres divulgou nota avisando que o Acampamento Metalúrgico da Resistência, que após a Marcha seria montado em frente ao Congresso Nacional, foi cancelado em razão dos acontecimentos violentos ocorridos. Para preservar a integridade dos manifestantes (dirigentes e trabalhadores), a orientação é para que todas as delegações retornem para suas cidades.
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A violência e a covardia não impedirão o movimento sindical de celebrar este 24 de Maio de 2017 como um dos mais importantes do País, dando sequência à jornada vitoriosa de ações unificadas realizadas em 15 de Março e na greve geral de 28 de Abril.
A Marcha a Brasília reuniu nesta quarta, 24, na capital federal, delegações sindicais de todo o País, das mais variadas categorias representadas pelas centrais sindicais, somando mais de 150 mil manifestantes, para exigir o fim da tramitação das “reformas” da Previdência e trabalhista e a anulação da terceirização, proposta aprovada pela Câmara dos Deputados e já sancionada pelo presidente Temer.
Com as recentes denúncias de corrupção, atingindo em cheio o governo federal, foi forte o foco também no Fora Temer e Diretas, Já!
Miguel Torres, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical, lamenta a violência, critica a falta de preparo policial e reafirma que a Marcha foi pacífica, organizada, um marco na luta contra as reformas e contra os que desviam dinheiro público, através de atos de corrupção, para fins pessoais nada republicanos.
“Para o Brasil sair da crise, ao contrário do que tentam passar para a sociedade brasileira, não há necessidade de prejudicar as aposentadorias nem de precarizar as relações de trabalho. Precisamos de medidas de valorização do mundo do trabalho e da indústria nacional, com geração de emprego, garantia dos direitos e justiça social”, diz Miguel Torres.
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O movimento sindical continuará dialogando com os parlamentares, para tentar convencê-los de que a retomada do desenvolvimento econômico do País não se conquista com a destruição das aposentadorias e das conquistas históricas da classe trabalhadora.
“Precisamos marcar uma nova greve geral e fomentar uma participação cada vez maior da sociedade brasileira nas lutas dos trabalhadores. É o futuro do País que está em situação de risco social, de estagnação produtiva e de retrocesso político. A luta não pode parar!”, diz Miguel Torres.
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