Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

CONTRATO / AVISO - Contribuição Sindical Urbana Aviso de Contribuição Sindical 2026
Artigo

Lei Aldir Blanc

João Guilherme Vargas Netto, 
consultor de entidades sindicais de trabalhadores

Em meu último texto publicado dei vários exemplos de como o governo de Bolsonaro e Guedes faz corpo mole para efetivação dos auxílios emergenciais e dos créditos às micros empresas e com isto cria dificuldades para o isolamento social e trabalha pelo caos.

Apresso-me a dar um novo exemplo conclusivo.

No dia 4 de junho o Senado aprovou por unanimidade a lei 1.075/20, Lei Emergencial da Cultura, conhecida deste então como Lei Aldir Blanc.

Ela beneficia artistas, produtores, técnicos e trabalhadores do setor cultural com uma renda emergencial de 600 reais por três meses (retroativa a 1º de junho) e linha de crédito a pequenos empresários culturais descentralizando os recursos para estados e municípios.

A lei foi proposta pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e aprovada na Câmara pelo empenho da deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) e de dirigentes sindicais dos setores interessados, cujas entidades se propõem desde já a auxiliarem na implementação da medida.

Imediatamente encaminhada à sanção presidencial que deve ser efetivada com vetos ou não em até 15 dias úteis, espera até hoje tal manifestação, que não acontecendo impede sua regulamentação e a obtenção dos benefícios pelos interessados (isto para não falar na possibilidade de vetos total ou parcial que a prejudicariam e atrasariam ainda mais a sua vigência).

O emergencial é procrastinado como se tratasse de coisa irrelevante e a demora prejudica os artistas e produtores culturais que, pelos cálculos do Dieese, englobam cerca de cinco milhões de pessoas.

Recomendo à CNTEEC, às demais confederações, às centrais sindicais e aos sindicatos que reforcem a exigência de “sanção já” (sem vetos) e a imediata regulamentação e pagamento.

As entidades podem e devem procurar nomes consagrados de artistas, músicos e demais profissionais da cultura para que, em benefício de milhões de trabalhadores seus colegas, empenhem seu prestígio popular nesta campanha mais que emergencial, necessária e solidária.

Seria a hora de uma inesquecível Beth Carvalho cantar, com os sambistas de todo o Brasil, o desejado por todos.

João Guilherme Vargas Netto
consultor de entidades sindicais de trabalhadores