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Força Mail destaca opinião de Dal Prá



As centrais sindicais brasileiras iniciaram dia 14 de junho um processo de mobilização nacional para pressionar o governo e o Congresso Nacional a aceitar as reivindicações contidas da pauta política e sindical dos trabalhadores, aprovada no ano passado em São Paulo, durante a Conclat.

Cerca de 100 dirigentes sindicais já estão frente ao Congresso Nacional para negociar com deputados e senadores a votação de projetos sobre direitos de trabalhadores. Eles estarão lá todas as terças e quartas-feiras.

Principais reivindicações
As principais bandeiras de luta são redução para 40 horas da semana de trabalho, com a manutenção dos salários, revogação do fator previdenciário, regulamentação da terceirização e a ratificação de convenções da OIT.

“Além disso, temos que lutar para manter e ampliar direitos trabalhistas e sociais”, destaca o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ao lembrar da necessidade de se intensificar a pressão por ganhos reais de salário que os empresários pretendem derrubar.

Mobilização no País
A partir de julho, estão programadas mobilizações em todas as regiões do país, com a possibilidade de deflagração de greves onde for possível. No dia 6, vão para as ruas os trabalhadores do Centro Oeste; no dia 14, da Região Norte; no dia 21, da Nordeste; no dia 28, da Sul; e no dia 3 de agosto, da Região Sudeste.

“Em São Paulo, faremos nosso grande ato”, complementou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. “Queremos fazer a maior passeata da Avenida Paulista”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres.

Pé no acelerador
Os sindicalistas pretendem acelerar a negociação e conseguir as mudanças reivindicadas pelos trabalhadores ainda neste ano. “Fizemos alguma coisa no primeiro semestre. Agora, no segundo semestre, queremos entrar com o pé no acelerador”, acrescentou Paulinho.

Segundo a presidente da Força Sindical-BA, Nair Goulart, estas propostas estão em discussão há tempos. Algumas, como o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização, podem ser aprovadas com mais facilidade.

Pressão popular
Já outras, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, só receberão o aval do Congresso com muita pressão popular. “Por isso, a importância da mobilização”, assegura.

“Temos que fazer um contraponto ao discurso empresarial, de uma parte dos meios de comunicação e de setores do governo federal de que ganhos reais são causa do descontrole inflacionário”, observa o presidente da Força Sindical-RJ, Francisco Dal Prá, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, CNTM e presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado do Rio de Janeiro.

Manifestação
Na verdade, os sindicatos e as centrais sindicais já estão se mexendo. Promoveram recentemente uma manifestação no Congresso Nacional, para solicitar pressa na votação da PEC, que trata das horas trabalhadas, e greves de trabalhadores. 

A Força Sindical, CUT, Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo e do ABC e  Fiesp querem negociar com o governo federal medidas capazes de  frear e disciplinar as importações para manter o emprego e a saúde financeira da indústria metalúrgica.

Força Mail é uma publicação da Força Sindical
Redação: Antônio Diniz
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