
João Guilherme Vargas Netto – consultor de entidades sindicais de trabalhadores
Disposição de luta
Os números da economia brasileira traduzem uma situação positiva para o emprego e a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras, que formam a maioria da sociedade.
E, no entanto, persiste uma certa “suspensão de juízo” sobre a situação, acarretando um ambiente em que as boas notícias são neutralizadas, não pelas más notícias, mas pela incompreensão, pela “mala vita” preexistente e continuada e por uma oposição ranheta que insiste em não reconhecer os avanços.
No movimento sindical, as conquistas e os serviços prestados pelos dirigentes não têm tido sucesso, por si sós, para sensibilizar, organizar e mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras, a maioria.
Superar esta deficiência, com os dirigentes subindo às bases, é o grande desafio durante o ano de 2026, com suas inúmeras peripécias até chegarmos às eleições gerais de outubro.
Para o movimento sindical que, aproveitando-se das conjunturas positivas, obteve avanços e sucessos nas campanhas salariais e apresentou-se como alternativa efetiva para a sindicalização, as tarefas do ano já começado devem, de imediato, ser cumpridas a partir de dois eixos prioritários:
1 – Levar ao conjunto de trabalhadores e trabalhadoras o reconhecimento da vitória alcançada com a isenção do Imposto de Renda, reivindicada pela Conclat e garantida pelo governo;
2 – Nas campanhas salariais deve-se discutir a redução da jornada de trabalho e a extinção da escala 6×1, obtendo vitórias onde for possível e necessário, vitórias que facilitarão a luta no Congresso Nacional pelos mesmos objetivos.
O ímpeto no cumprimento destas tarefas imediatas marcará durante todo ano a disposição de luta do movimento sindical.