Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

CONTRATO / AVISO - Contribuição Sindical Urbana Aviso de Contribuição Sindical 2026
Miguel Torres

“Campanhas da Resistência”, artigo de Miguel Torres

“Importantes categorias têm campanhas salariais neste segundo semestre, quando em novembro irá entrar em vigor a nefasta lei trabalhista aprovada pelo governo e aliados no Congresso Nacional.

Para evitar o pior, ou seja, a perda de conquistas históricas do movimento sindical, ao longo dos anos, para os trabalhadores, resolvemos unificar as lutas de resistência contra a aplicação da reforma trabalhista nos Acordos e Convenções Coletivas.

Os metalúrgicos da CNTM/Força Sindical no estado de SP incluíram, na pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2017, cláusulas que reforçam a defesa dos direitos dos trabalhadores contra a reforma trabalhista. É fundamental que todas as demais categorias sigam este exemplo.

Vamos apoiar os companheiros em campanha salarial, onde houver ataques aos direitos, não importando de qual central sindical o Sindicato faz parte. É uma atitude de maturidade sindical, de grandeza!

A luta faz a lei!

Se os empresários têm o poder econômico para alterar a legislação trabalhista, garantindo mais lucro com exploração e precarização das relações de trabalho, os trabalhadores têm na luta com os sindicatos o espaço para defender seus interesses e direitos, resistindo e conquistando avanços e mais benefícios.

É bom reforçar, para que a ficha caia desde já, que a nova lei trabalhista não foi negociada democraticamente com o movimento sindical. Ela foi imposta para enfraquecer o poder de negociação dos sindicatos e deixar o trabalhador sozinho pra “negociar” com os patrões. Exemplos:

As homologações deixarão de receber a assistência dos sindicatos e do Ministério do Trabalho e passarão a ser feitas pelos empresários.

Vejo que teremos problemas com a possibilidade de o patrão negociar diretamente o banco de horas com o empregado, que poderá ser individual.

Outro fator preocupante é a criação da representação da categoria no local de trabalho, com indicação da empresa, para causar o isolamento do sindicato e enfraquecer as reivindicações coletivas.

A nova legislação vai acabar com a obrigação de ter cargos e salários iguais para as funções e extinguirá o modelo sindical que temos hoje no País. Mesmo com questões importantes para serem resolvidas, o modelo sindical brasileiro é atuante e uma referência para o mundo todo.

E os patrões, com o respaldo da deforma trabalhista, poderão exigir que as mulheres gestantes e lactantes trabalhem em locais insalubres.

Enfim, perante tantas alterações negativas, nossa proposta é intensificar a mobilização, debater com os trabalhadores e fortalecer as ações unificadas contra o fim dos direitos, em defesa das conquistas das Convenções Coletivas.

Parabéns aos companheiros que estão em campanha salarial e resistindo aos ataques aos direitos. Estamos juntos na luta!

Além disto, estamos atuando em outras frentes contra o desmonte da Previdência Pública, pela retomada do desenvolvimento, com geração de empregos de qualidade, em defesa da indústria e da soberania nacional, em apoio aos trabalhadores do setor público e contra a privatização da Eletrobrás e de outras empresas estratégicas para o crescimento do País.

A luta não para!”.

Miguel Torres
presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical.

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