
Representantes das centrais sindicais estiveram em Brasília, na terça-feira (6 de outubro de 2026, acompanhando no Senado o debate sobre a redução da jornada, sem redução salarial, e pelo fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
O movimento sindical reforça a defesa da redução da jornada semanal para 40 horas, garantindo dois dias de descanso, sem qualquer redução salarial.
O Senado iniciou os debates sobre a proposta aprovada anteriormente pela Câmara, que estabelece mudanças graduais na duração da jornada semanal dos trabalhadores brasileiros.
Pelo texto, a jornada cairá inicialmente de 44 para 42 horas semanais e, posteriormente, chegará às 40 horas, mantendo integralmente os salários dos trabalhadores.
Nesta quarta-feira, o Senado retoma as discussões em Plenário, enquanto dirigentes sindicais acompanham a tramitação e defendem avanços concretos para melhorar a qualidade de vida.
Durante o debate, o senador Paulo Paim reafirmou seu apoio histórico à redução da jornada e destacou benefícios sociais, econômicos e trabalhistas da proposta em discussão.
“Para que serve o trabalho se a pessoa não tem tempo para viver?”, questionou Paim, ao defender mais descanso, saúde, dignidade e convivência familiar aos trabalhadores.
Segundo Paim, a redução da jornada acompanha avanços tecnológicos e ganhos de produtividade, permitindo distribuir melhor seus benefícios entre empresas, trabalhadores e toda a sociedade.
Para as centrais sindicais, a mobilização em Brasília fortalece uma reivindicação histórica: trabalhar menos, preservar salários e garantir mais tempo para descanso, família e lazer.
“A redução da jornada sem redução salarial e o fim da escala 6×1 são bandeiras fundamentais da classe trabalhadora”, afirma Miguel Torres, presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
De acordo com Miguel Torres, o Brasil precisa avançar para uma jornada mais humana, que garanta emprego, renda, saúde, descanso e qualidade de vida para todos os trabalhadores.
“As centrais estão unidas e vamos continuar mobilizados para que o Congresso transforme essa reivindicação histórica em direito”, acrescenta o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
Agora, as entidades defendem que o Senado avance na tramitação e transforme a redução da jornada numa conquista efetiva para milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

