Os metalúrgicos da Brose, multinacional de autopeças situada em São José dos Pinhais, entraram, nesta terça-feira-feira (24/02), no 28º dia corrido de greve na luta por melhoria salarial e de condições de trabalho.
Em assembleia no sábado (21), pela manhã, na Subsede do Sindicato, em São José dos Pinhais, os trabalhadores e trabalhadoras decidiram manter a greve. Os metalúrgicos também autorizaram o SMC a entrar com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para mediação de uma mesa de negociação.
A decisão da Assembleia de sábado foi comunicada pelos diretores do SMC a todos os trabalhadores da Brose nesta segunda (23) nas entradas do primeiro turno às 05h00 da manhã e do segundo turno no período da tarde, às 14h00, com a presença do Nelsão da Força, vice-presidente do SMC, Ezequiel Formigão, Calopsita e outros diretores do SMC.
A continuidade do movimento grevista, iniciada no dia 28 de janeiro, deve-se a falta de diálogo por parte da empresa de autopeças com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) para negociar uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para os cerca de 300 trabalhadores, a altura das empresas do setor, focado em melhores condições salariais e benefícios.
O presidente Sérgio Butka disse que “todos os trabalhadores mantiveram a unidade durante a greve, até porque a empresa está irregular em relação à sua representação patronal. Ela insiste que é representada pelo SINDIMETAL, mas ela é autopeças, tem um sindicato nacional e o Sindicato patronal nunca procurou o SMC para negociar. Por isso que no Paraná as negociações são por empresas. A empresa tem que negociar porque ela não tem representação no Paraná”.
“Além disse tivemos a decisão dos trabalhadores para continuar com o movimento de greve, procurando sensibilizar ainda mais a sociedade quanto à postura que a empresa está adotando para estes trabalhadores em se negar a negociar. Importante de tudo isso é que os trabalhadores estão unidos para buscar uma alternativa para os baixos salários e benefícios, que estão fora do contexto do setor de autopeças. Parabéns aos trabalhadores da Brose. Continuamos junto com ao trabalhadores na luta”, disse o presidente do SMC Sérgio Butka.
PRÁTICAS ANTISSINDICAIS E TRCULÊNCIA POLICIAL
A greve na Brose já está marcada pela truculência e práticas antissindicais da multinacional. Além da tentativa de utilizar e jogar a Polícia Militar do Estado contra os trabalhadores para tentar desmobilizar o movimento, a Brose tem se utilizado de assédio e demais prática ilegais como a contratação de temporários. Uma vergonha para uma multinacional desse porte.

