Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

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TAREFAS IMEDIATAS PARA O SINDICALISMO SOBREVIVER AO GOVERNO BOLSONARO

Por Esdras Gomes, jornalista sindical

Antes de começar é importante afirmar uma coisa: independente de qualquer resultado o movimento sindical vai sobreviver ao Governo Bolsonaro. O sindicalismo surge devido à injustiça social e trabalhista, como o novo governo não vai conseguir acabar com a exploração, o movimento sindical vai brotar sempre, com novas roupagens e personagens.

Mas a nossa luta é evitar que direitos históricos sejam retirados e preservar as entidades da classe trabalhadora. Mas mais uma vez calma. Muitos sindicatos sobreviveram a duas ditaduras (Estado Novo e o Golpe de 64) e à terceira revolução tecnológica. Provavelmente vamos sobreviver ao Governo Bolsonaro e à Revolução 4.0.

Então vamos à resistência. O Sindicato que tiver maior ligação com a base vai sobreviver e reagir aos ataques.
Neste sentido, primeiro, a luta mais geral deve ocupar um papel relevante. Cada entidade e presidente já tem que se dispor a disputar um mandato na Câmara Federal, pois independente da nossa opinião sobre a eficácia histórica ou não do parlamento, é neste lugar que acontece a disputa pelos direitos da classe trabalhadora, além das ruas.

Segundo, maior contato com a base todo dia. Visitar as fábricas, lojas, locais de trabalho, trabalhadores avulsos diariamente. Ouvir pra refletir e refletir pra lutar melhor. Para isto tem que ser montado uma estratégia de comunicação de agitação e propaganda do sindicato e da luta.

Terceiro, sindicato tem que ser local em que o sócio se sinta feliz. Lembrar do aniversário do associado, organizar as mulheres na sua luta, ser gentil, ouvir o associado, ajudar o próximo, essas são algumas ideias que temos desenvolver para aumentar o nosso elo de ligação com a base.

Quarto, reforçar o DIAP, DIEESE e DIESAT, além de organismos da imprensa alternativa pra fazer o contraponto a ofensiva conservadora. Temos que fazer formação com os trabalhadores, combater esta ignorância que se abateu sobre o Brasil. “Minha entidade não tem condições de ser filiada ao DIESSE, mas eu posso doar R$ 100,00 por mês, caso dez sindicatos fazendo isso já são R$ 1.000,00”, este tem que ser o pensamento de cada dirigente.

Quinto, cultivar alianças! Mesmo que o sindicato não possa se expor em algumas situações, existem movimentos que devem ser apoiados como os estudantes, luta por moradia, dentre outros.

Sexto, reforçar o jurídico! Manter uma boa assessoria, alimentar contatos com juízes e militantes do direito é fundamental.

Vamos à luta! Pois a vitória é nossa!

Esdras Gomes, jornalista sindical

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