Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

Comunicação

Sindicalista não pode assediar!

Por Esdras Gomes (*)

“Uma das coisas duras para dizer, é que o movimento sindical tem dentro de si, dirigentes que praticam assédio moral. É importante colocar o dedo na ferida. O assédio moral é uma epidemia em nossa sociedade e alguns dirigentes reproduzem comportamentos que condenam.

Diretor de sindicato tem que ser exemplo e vigilante sobre o seu comportamento. Se ele exige dos outros, tem que exigir de si próprio.
Sindicalista tem que saber liderar!

A luta não é automática. O fato de o sindicalista formar uma equipe de trabalho composta por diretores da entidade, funcionários e prestadores de serviços, estes não são obrigados a entender de pronto o que é a luta.

Já me deparei com funcionários com alguns anos de serviço que não entendiam o que era direito a entidade. Neste sentido, o sindicalista tem que entender o seu papel como educador e ensinar para os seus parceiros qual o sentido da luta.

Sindicalista tem que ser gentil! Não dá pra ser ignorante com os sócios, funcionários do sindicato e diretores do sindicato. A estupidez no trato só mostra o despreparo da liderança. Todos devem ser tratados com gentileza e com envolvimento. Se a pessoa não corresponde, chama pra conversar. Mas não se pode assediar.

Liderança se constrói! O que as pessoas buscam hoje é solidariedade, envolvimento, participação e amor. O crescimento das igrejas nas periferias tem a ver em parte com isso.  Sindicato é a mesma coisa. Ninguém do sindicato deve se sentir mal tratado. Não há espaço nos dias atuais para “casa de ferreiro, espeto de pau”. O desconforto nas equipes só reforça a desunião e alimenta a derrota. A solução é mais treinamento juntos aos funcionários e diretores, assim como unidade na direção.

Esdras Gomes
jornalista

Formado em Jornalismo pela Faculdades Cearenses (FAC), onde defendeu a monografia” Padrões de manipulação em telejornais- Caso Greve na Construção Civil em 2012″, e em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE),onde defendeu a monografia “Liberdade de Imprensa em Marx”. Participou ativamente do movimento estudantil no D.A de Comunicação da FAC e do C.A. de Filosofia da UECE. Atuou como coordenador pedagógico e administrativo do Projeto Todas as Letras da CUT. É sócio- fundador da agência de notícias Metamorfose Comunicação.

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