Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

Força Sindical

Força RJ realiza plenária no Centro do Rio

Presidentes e diretores de Sindicatos filiados à Força Sindical reuniram-se em plenária estadual dias 9 e 10 de setembro com representantes da Executiva Nacional e do Rio de Janeiro, no Centro do Rio. Em pauta, os principais desafios do movimento sindical no estado e no país, a partir de análise da conjuntura nacional e estadual. Ao final dos trabalhos e sob coordenação do presidente da Força RJ, Francisco Dal Prá, a plenária aprovou uma moção de apoio ao presidente nacional, Miguel Torres, “pois tem certeza de que ele reúne todas as condições inerentes para o exercício da função”, diz o comunicado.

Este foi o 25º de 27 encontros que a central promove em todo o país em 2015. A programação começou ainda pela manhã da última quarta-feira (9), com reunião fechada de membros da Executiva Nacional, representada pelo secretário de Relações Sindicais, Geraldino dos Santos e o assessor Rogério Magri, entre outros, e da Força RJ. As diretrizes apontadas foram, então, discutidas em plenária.

A abertura das discussões foi feita pelo presidente regional, Francisco Dal Prá, na noite do dia 9, ao lado de Márcio Villalva, secretário adjunto de Relações Sindicais da Nacional, Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical SP, Herbert Passos, secretário nacional de Meio Ambiente e Cristina Pereira, presidente do Sindicato dos Petroquímicos de Itaboraí e Região.

“Pela manhã foram acordados alguns encaminhamentos e nós vamos emitir nossa opinião e apresentar propostas. Nosso país está crescendo como rabo de cavalo e precisamos estar organizados e unidos, porque, na verdade, é preciso avançar e muito. Precisamos traçar planos para o futuro”, disse Dal Prá.

O secretário Herbert Passos lembrou que no fim deste ano um acordo internacional, na França, vai substituir o Protocolo de Kioto e em 29 de setembro a Força Sindical promove um seminário para definir posições que serão levadas a Paris. “Isso vai afetar nossos empregos, em vários setores, como o metalúrgico, o químico, o petroquímico e precisamos apontar o que queremos ou não em nosso local de trabalho”, exemplificou.

Outro ponto levantado por Herbert Passos ainda na abertura foi a preparação pelo Ministério Público Federal de um projeto de lei popular contra a corrupção. “Temos que ser protagonistas. Todas as entidades precisam correr esse abaixo assinado”, afirmou.

Palestras

No dia seguinte (10), palestras abriram o debate. Carlos Jardel (Dieese) falou sobre a conjuntura econômica nacional a partir de alguns indicadores selecionados, como PIB, IPCA, INPC e estatísticas sobre emprego. “Não gostaria de ver o Brasil entrar numa crise profunda e continuada. Nossa taxa de rotatividade (no emprego) sempre foi alta, em torno de 45%. Que crise é essa, onde os bancos continuam batendo recordes de lucratividade? As empresas podem não estar tendo a lucratividade que tinham antes, mas crise, crise mesmo, pega todo mundo. O ideal é fazer a aposta na ação”, opinou Jardel.

Para Hugo Perez, assessor político da central sindical, é preciso ter organização, mobilização e ação, além da consciência de classe para avançar em políticas de proteção e promoção de emprego. Já João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário geral da central, fez uma breve análise do momento político e econômico. “É preciso atentar para um detalhe: toda a ação depende da realidade. Precisamos estar bem informados sobre a crise que atravessamos e as causas do desemprego. Não vai ajudar em nada na hora da negociação coletiva propor coisas impossíveis de conquistar”, ponderou Juruna.

Vários dirigentes sindicais deram exemplos de como a crise paralisou economias, principalmente no interior do estado, e apresentaram relatos dos desafios que atravessam, bem como propostas para avançar nas lutas.

Moção

Francisco Dal Prá encerrou os trabalhos anunciando novo encontro, desta vez com sindicalistas, advogados e ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho), de 15 a 17 de outubro. E colocou em votação uma moção de apoio ao presidente Miguel Torres, apresentada na ocasião pelo secretário geral da Força RJ, David de Souza, e aprovada em plenário. “A Força Sindical não tem dono. A Força é de todos nós. Por isso, antes de fechar posição sobre questões nacionais, que as estaduais sejam informadas e convocadas para a discussão”, arrematou Dal Prá, reafirmando o caráter apartidiário e pluralista da Força RJ.

A plenária da Força Rio contou com a presença do presidente da Confederação Nacional dos Químicos (CNTQ), Antonio Silvan; presidente da subseção Barra da Tijuca da OAB-RJ, Ricardo Menezes; e presidentes e diretores da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos; Federação dos Metalúrgicos RJ; Federação dos Químicos RJ; Frente Sindical Trabalhista (FST); Petroquímicos de Itaboraí; Metalúrgicos de Duque de Caxias, Campos, São Gonçalo e Sul Fluminense; Trabalhadores na Construção Civil; Aposentados RJ; Siderúrgicos; Trabalhadores em Edifícios; Propagandistas de Teresópolis, Campos e Macaé; Trabalhadores em Perfumaria; Químicos de São Gonçalo, Magé e Nova Iguaçu; Tintas e Vernizes de São Gonçalo; Marceneiros; Permissionários em Praias; Trabalhadores em Lotéricas; Aeroviários: Jornalistas do Sul Fluminense; Trabalhadores em Postos de Combustíveis RJ e Niterói; Trabalhadores em Distribuição de Água e Saneamento de Niterói, entre outros.

Veja, a seguir, a íntegra da moção em apoio a Miguel Torres:

A Força Sindical do Estado do Rio de Janeiro apoia incondicionalmente o companheiro Miguel Torres como Presidente da Força Sindical Nacional, pois tem certeza de que ele reúne todas as condições inerentes para o exercício da função.

Miguel Torres tem larga experiência como sindicalista, é o atual Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, exercendo o segundo mandato, e também da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Está à frente das principais lutas nacionais em defesa da manutenção dos direitos dos trabalhadores.

Em razão da globalização, o companheiro Miguel Torres também tem procurado, no exterior, estreitar laços para trazer para o Brasil experiências bem sucedidas no movimento sindical, de fundamental importância para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador brasileiro. Em função da sua presença constante nos principais fóruns internacionais dos trabalhadores, Miguel Torres tem se constituído numa referência no mundo sindical.

Por isso, a Força Sindical do Estado do Rio de Janeiro deposita toda a sua confiança no companheiro Miguel Torres.

Francisco Dal Prá
Presidente
            


Por Rose Maria, Assessoria de Imprensa

 

Fotos: Marco Antônio Lagos, Flávio Barros e Rogélio Salgado

Por Marcelo Peres
Secretaria de Imprensa e Comunicação
Força Sindical do Estado do RJ

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