Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

CNTM

Vitória brasileira, vitória da unidade

“Costumo brincar dizendo que a CIS (Confederação Internacional de Sindicatos) quase realiza o sonho de Carlos Marx de uma única Internacional de Trabalhadores: no continente americano, na Europa, na Oceania, na África e em parte da Ásia é reconhecidamente a grande organização sindical mundial; ficam de fora os aguerridos sindicatos da FSM (Federação Sindical Mundial) e o sindicalismo chinês.

Os 180 milhões de trabalhadores organizados em 311 entidades nacionais filiadas de 155 países passarão a ter uma nova direção a partir do congresso que acontecerá em Berlim, em maio. Mas a chapa única já foi fechada em Bruxelas e para orgulho nosso, brasileiro, o companheiro João Felício foi unanimemente aclamado como o futuro presidente, um cargo que detém enorme poder e expressão política, ainda que os assuntos correntes da Confederação sejam tocados pelo seu secretário geral.

A vitória de João Felício, quadro sindical experiente com uma trajetória invejável desde a presidência da Apeoesp, passando pela presidência da CUT e por responsabilidades sindicais na direção do PT, foi possível devido ao peso adquirido pelo sindicalismo brasileiro no cenário mundial desde a eleição de Lula como presidente da República e com as vitórias unitárias na valorização do salário mínimo, nas campanhas salariais com ganhos reais e no protagonismo sindical na sociedade com o reconhecimento de nossas centrais.

Mas quero destacar nesta vitória o peso da unidade de ação das centrais sindicais brasileiras, em particular da CUT, FS e UGT, filiadas à CIS, que deu sustentação às articulações internacionais de João Felício. Se nossas centrais filiadas não tivessem compreendido a importância do cargo, as peculiaridades do mundo de hoje e não tivessem valorizado nossa unidade de ação provada, dificilmente o Brasil poderia ter obtido esta vitória unânime e consagradora.

Parabéns!”.

João Guilherme, consultor sindical

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