Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

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O jequitibá dos metalúrgicos

João Guilherme Vargas Netto, consultor de entidades sindicais de trabalhadores

Em um país novo como o Brasil há poucas instituições centenárias de vida permanente.

As Câmaras Municipais, a Igreja Católica, os Correios, a Casa da Moeda, o Banco do Brasil, o próprio país independente, a fábrica de cachaça Ypioca, a República, o Partido Comunista (98 anos).

Os metalúrgicos da Grande Curitiba, audaciosamente incorporando na história do sindicato todas as organizações de profissão que o precederam ao longo dos anos, comemoraram no dia 28 de janeiro o centenário de sua entidade, um século de lutas.

O marco inicial foi a Liga Internacionalista de Fundidores fundada em 1920 após a greve geral de 1917 em Curitiba com a indústria ainda fraca e incipiente e os metalúrgicos imigrantes suíços e alemães (a empresa em que trabalhavam existe até hoje).

Durante a comemoração foram homenageados antigos dirigentes e ativistas e seus familiares, ex-funcionários, diretores de futebol, mulheres representativas e os chamados “mentores”, aqueles que, mesmo não sendo metalúrgicos, contribuíram com o sindicato em suas áreas específicas de atuação e de excelência: o advogado dr. Iracy, o médico do trabalho dr. Zuher, o jornalista Sergio Gomes, a socióloga Marise Egger e eu mesmo. A homenagem me surpreendeu e sensibilizou.

Inúmeros dirigentes sindicais de outras categorias estiveram presentes, alguns dos quais confirmaram para os metalúrgicos sua admiração por eles e por seu exemplo, ressaltando o papel desempenhado pelo presidente Sergio Butka. Representações patronais de peso fizeram questão de se manifestar em respeito ao sindicato, à sua história e às lutas comuns pelo desenvolvimento econômico do país e do Paraná.

Foi uma noite inesquecível que confirmou o compromisso do sindicato com as lutas dos metalúrgicos, dos trabalhadores e aposentados e demonstrou que, diferentemente das pessoas individuais, uma instituição, como um jequitibá centenário, pode estar em pleno vigor mesmo aos 100 anos.

João Guilherme Vargas Netto
consultor de entidades sindicais de trabalhadores

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