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Miguel Torres Presidente da CNTM, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes e da Força Sindical

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25 anos com Plano Real


Em julho de 1994, o Real tornou-se a moeda brasileira. Após muitas tentativas de controlar a inflação, congelamento de preços, e outras medidas econômicas e 11 unidades monetárias em seu passado, o Brasil adotou o Real, que agora contabiliza uma história de 25 anos de estabilidade da moeda.

Muitos brasileiros não sabem ou não lembram mais o que é viver com uma hiperinflação. Quando da implantação do Real, a inflação anual passava de dois mil por cento ao ano. Isso de fato ocorreu nos anos 1980 e início dos anos 1990. Devo ressaltar a importância dos governos Itamar Franco e FHC na implantação e consolidação do plano.

Os trabalhadores sofriam com a corrosão do poder de compra. Os sindicatos buscavam negociar de forma a abrandar as perdas salariais. Os ganhos duravam pouco. A inflação era um dragão, que corroia rapidamente os rendimentos dos trabalhadores, transferindo a renda dos salários para a especulação financeira.

A Força Sindical e seus sindicatos, federações e confederações filiadas, apoiaram a implantação do Plano Real, certos de que a estabilização da moeda favorecia, como favoreceu, a classe trabalhadora e incrementou o poder de compra dos salários.

O legado dos 25 anos de estabilização da moeda é muito importante para a economia. Os resultados falam por si, basta comparar o Brasil de antes e depois do Plano Real. Mesmo os críticos do período da implantação, hoje reconhecem o legado do Plano.

É importante celebrar os 25 anos do Plano Real, que tem uma importância histórica por ter conseguido estabilizar a economia brasileira, que estava sofrendo com as consequências de uma hiperinflação.

O Plano Real, vale lembrar, ajudou a aumentar o poder de compra dos brasileiros. É importante lembrar também da implantação da moeda: primeira, com um ajuste fiscal nas contas públicas; a segunda, com a criação da Unidade Real de Valor (URV), que era uma moeda atrelada à cotação do dólar comercial; e a terceira fase, que foi o lançamento oficial de uma nova moeda, o Real, no dia 1º de julho de 1994.

Atualmente, a possibilidade de criação de uma moeda única no Mercosul, o peso real, e o crescimento das criptomoedas virtuais, como meio de circulação fora do controle do Estado, mostram que a estabilização monetária foi apenas um passo na consolidação de uma economia sólida.

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

Miguel TorresPresidente da CNTM, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo/Mogi das Cruzes e da Força Sindical

presidente da CNTM

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