Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

Metalúrgicos de Mococa/SP

Apoio a greves metalúrgicas no País e ao fim da MP 927

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região está solidário à greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná, contra as 700 demissões anunciadas pela montadora na terça, 21 de julho de 2020.

Para Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato, a empresa age com intransigência, pois o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, presidido pelo companheiro Sérgio Butka, sempre esteve aberto às negociações para encontrar alternativas para a manutenção dos empregos.

“A sociedade não pode aceitar que em plena pandemia uma montadora do porte da Renault aja desta maneira tão insensível, colocando em risco social milhares de pessoas”, diz Chico do Sindicato.

O apoio também é direcionado à greve dos metalúrgicos da PTI de São Paulo, fábrica de redutores de velocidade, em ação liderada pelo companheiro Ricardo Rodrigues, o Teco, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, entidade presidida pelo presidente da Força Sindical e da CNTM, Miguel Torres. Vale lembrar que o Teco também é diretor da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP. “É muita insensibilidade do patrão deixar os 180 trabalhadores da PTI sem salários há mais de dois meses”, diz Chico.

MP 927 – Sobre a perda da eficácia da nefasta medida provisória (MP) 927, que caducou no último dia 19 de julho, Chico diz que, no meio de tantas notícias ruins para o movimento sindical e para a classe trabalhadora, este foi um acontecimento vitorioso, fruto da mobilização nacional junto aos Senadores da República.

“A MP 927 estabelecia a prevalência de acordos individuais sobre a legislação trabalhista e sobre acordos e convenções coletivas. Deste modo, caso fosse votada e aprovada, tornaria ainda mais precárias as relações entre capital e trabalho e permitiria aos maus patrões explorar a classe trabalhadora com contratos, jornada e condições de trabalho abusivas, sem a participação atenta, justa e idônea das entidades sindicais dos trabalhadores”, diz Chico do Sindicato.

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