Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos

Artigo

Ações contra a crise

Uma das características das crises é a impotência dos governantes em enfrentar e resolver os problemas geradores da própria crise ou decorrentes dela.

Governos eleitos legitimamente ainda conseguem respostas mais rápidas. Já governos biônicos têm maiores e crescentes dificuldades, porque lhes falta o mais importante num regime democrático, que é a representatividade.

Quando os governos mostram fraqueza, a sociedade organizada precisa demonstrar energia e vontade. Essa disposição ajudará a própria sociedade a encaminhar suas demandas e, de certa forma, empurrará os governantes para frente, no sentido de que sejam efetivos, atuem e deem resposta às demandas da cidade, do Estado ou da própria Nação.

Ninguém precisa ser especialista em política e economia para constatar que o Brasil vive grave crise e vive uma fase de impasse. O governo federal está sem energias e também não possui base social para romper o círculo de ferro e tirar o País do atoleiro.

Se o governo não pode, nós podemos. A sociedade organizada tem legitimidade, disposição e vontade de romper a inércia. Bastam gestos e iniciativas. E é o que vamos fazer, na sede do Sindicato, ainda em fevereiro. Vamos reunir sindicalistas, empresários, entidades de classe, empreendedores, mundo acadêmico e governos estadual e municipal. A ideia é debater a conjuntura e apresentar propostas.

Entendo que uma das urgências é apresentar – ao governo e à sociedade – propostas pela retomada do crescimento econômico, geração de empregos e distribuição de renda. Também queremos tratar de iniciativas voltadas para a qualificação da mão de obra, porque trabalhador qualificado ganha mais e ajuda a aumentar a produtividade nacional.

Abimaq – A fraqueza dos governantes atrapalha, mas não impede nossas ações. Cito, como exemplo, o Programa de Renovação da Frota de Veículos, defendido por nossa Confederação (CNTM); e o movimento “Engenharia Unida”, lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros. As duas iniciativas estão gerando debates e encontros de agentes econômicos e governos. Os resultados virão, certamente.

Não podemos ficar trabalhando, permanentemente, com ideia de crise e impasse. Precisamos, podemos e devemos buscar soluções. Vamos dar um passo inicial com a reunião em nosso Sindicato, em fevereiro. Mas não se trata só de um passo e sim de uma caminhada. E todos serão convidados para caminhar conosco. Afinal, é o futuro do Brasil que está em jogo.

José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical

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